Algumas pistas para desenvolver a ETP em consultório

É evidentemente possível desenvolver uma actividade de educação terapêutica de qualidade em consultório dentro de certas condições.

É aconselhado fazer uma formação em ETP: seminários de sensibilização, organismos especializados, formações universitárias ou mesmo em e-learning foram criados em vários países. Actualmente existe um certo número de estruturas hospitalares envolvidas no tratamento da dermatite atópica em ETP (cf mapa das escolas da atopia) com as quais os intercâmbios são possíveis e construtivos.
Uma reorganização do tempo de trabalho em consultório é necessária pois uma consulta em ETP leva cerca de 30 a 40 mn e a agenda de consultas marcadas e as urgências devem ser ajustadas.

O desenrolar

therapeutic education private practice

1. Proposta, durante a primeira visita, ao paciente ou à família que encontram dificuldades de tratamento, o médico expõe a iniciativa especificando os objectivos e as etapas para realizá-la. Várias consultas podem substituir uma longa entrevista inicial na condição de serem organizadas.

2. A identificação da corticofobia é primordial.

3. A definição de um plano de acção personalizado no final da consulta integra-se no carnê de saúde do paciente e favorece a adesão ao tratamento.

4. Certas consultas podem ser focadas em temas diferentes:

  • As causas do eczema e o que isso implica a nível do tratamento. Ferramentas como o cavalete pedagógico facilita a explicação dos mecanismos da doença.
  • A demonstração de cuidados é uma etapa importante: quando aplicar? Como aplicar o creme? Onde aplicá-lo? Em que quantidades? Quando parar o tratamento? Em que momento retomá-lo, etc.

 

A educação terapêutica permanece um investimento pessoal voluntário por parte tanto do médico quanto do paciente. A ETP no sector da actividade liberal não é reembolsada.
Em todos os casos, a iniciativa de educação é qualitativa: ela enriquece o procedimento médico e contribui para melhorar as práticas.
A ETP é uma “iniciativa enriquecedora” em termos de satisfação do médico face às doenças crónicas.